Ao longo da minha trajetória com soluções de código aberto aplicadas em ambientes críticos — tanto no setor público quanto privado — percebo que o debate sobre observabilidade vem ganhando maturidade. E mais: as organizações que mais evoluem nesse tema são justamente as que compreendem que observar é mais do que monitorar.

Recentemente, a Elastic publicou seu relatório global sobre o cenário de Observabilidade, baseado na percepção de mais de 500 líderes técnicos em empresas de diferentes portes e segmentos. O dado que mais me chamou atenção é que 86% desses líderes se sentem pessoalmente responsáveis pelos resultados dos investimentos em observabilidade, mas apenas 65% dizem que conseguiram extrair valor real com IA e machine learning.

Esse número revela um ponto crítico: sem contexto, sem arquitetura sólida de dados e sem foco em ação, nenhuma ferramenta entrega valor sozinha.

Link para o relatório:

https://www.elastic.co/resources/observability/report/landscape-observability-report?utm_source=chatgpt.com


Observabilidade como cultura: muito além dos dashboards

Ao atender empresas com ambientes híbridos, multicloud e legados, vejo que muitos ainda associam observabilidade a dashboards coloridos e alertas. Mas a real maturidade vem quando conseguimos:

  • Correlacionar logs, métricas, traces e eventos com precisão;
  • Contextualizar alertas com dados reais de infraestrutura, aplicações e usuários;
  • Acelerar o tempo de resposta com automação e análise preditiva;
  • E acima de tudo: empoderar os times com informações confiáveis, rápidas e acionáveis.

Esse é o ponto em que ferramentas como o Elastic Observability fazem toda a diferença. Não se trata apenas de capturar dados — mas de integrar fontes diversas, aplicar IA nativa e escalar sem que isso signifique custos descontrolados.


A abordagem da Elastic: dados como base da inteligência

A Elastic oferece um diferencial importante: o mesmo mecanismo de busca que você usa para indexar dados pode ser usado para correlacionar eventos, detectar anomalias e alimentar modelos preditivos.

Isso viabiliza:

  • Observabilidade em tempo real, com busca e agregação de alta performance;
  • Detecção de falhas com machine learning aplicado diretamente aos dados observados;
  • Integração com SIEM, APM, Synthetics, RUM e outras soluções nativas da Elastic Platform;
  • Redução de custos com armazenamento e ingestão mais eficiente.

Se você já trabalha com Elastic, evoluir para observabilidade é um passo natural. Se ainda não conhece, vale olhar com atenção. É uma solução que conecta performance, confiabilidade e segurança — sem te prender em caixas fechadas ou custos imprevisíveis.


Conclusão

Observabilidade não é mais uma “feature” opcional. É um requisito básico para empresas que querem competir com resiliência, eficiência e inovação. Com o avanço da IA generativa, a capacidade de entender, prever e agir com base em dados se tornou ainda mais estratégica.

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